REFORMULAÇÕES

Quando tento avaliar a minha carreira de escritor, esbarro sempre com uma conclusão desagradável: o que eu fiz nunca será tão bom como aquilo que eu gostaria de vir a fazer. Ou de ter feito. No passado foram-me atribuídos vários romances, entre eles Crime Proscrito, Duplo id, e a co-autoria de Um Cappuccino Vermelho. Nada disto é verdade; nenhum destes romances existe, à excepção do último e dele só fiz parte enquanto co-protagonista. Sim, nesse romance em particular (bem como na sua sequela, A Imagem) sou um autor que escreve um romance intitulado Um Cappuccino Vermelho, mas o verdadeiro autor desse livro não fui eu.

Durante os últimos anos promovi este engano, ao mesmo tempo que tentava transformar a mentira em verdade, desenvolvendo histórias a partir das ideias e dos excertos apresentados tanto em Um Cappuccino Vermelho como em A Imagem. A primeira obra seleccionada para esse efeito foi Crime Proscrito. Há três anos comecei a trabalhar neste projecto e descobri uma história hilariante e negra que só falta acabar de passar para o papel. Infelizmente, se já é difícil escrever em quantidade suficiente para uma pessoa, para três então roça o impossível. Quando me apercebi disso, resolvi mudar de estratégia e dedicar-me à escrita de contos – os grandes projectos ficavam para quem de direito.

O homem que não estava lá foi o pontapé de saída. Seguiram-se-lhe Quem tudo vê e, mais recentemente, O sítio onde morremos. Em cada um tentei explorar géneros diferentes, ideias diferentes, muito embora possam ser apontados vários elementos comuns a todos eles. Graças a estas pequenas histórias tenho aprendido muito sobre mim mesmo, sobretudo sobre a minha maneira de encarar o ofício da escrita. Estou certo que não terei sido o único a beneficiar dessa aprendizagem, mas os outros logo falarão de si. Sei que tenho ainda um longo caminho a percorrer, porém sinto-me em condições de anunciar que o futuro reserva algumas boas surpresas.

Digo isto com (quase) total segurança. Sem anunciar ainda demasiados detalhes, o que se passa é que um dos meus projectos de grande amplitude (O Último) vai ser reformulado de modo a poder integrar dois projectos assinados por outros dois autores, um por Joel G. Gomes, outro por João Dias Martins. A decisão veio na sequência da ideia de fazer o chamado crossover entre os três projectos. Para que tal possa vir a acontecer (e funcionar em pleno), é necessário que decorram os três em simultâneo; o que obriga a atrasar umas coisas e a adiantar outras. É uma medida arriscada, sobretudo para o projecto O Mal Humano, de Joel G. Gomes mas, tal como ele, creio que trará benefícios para todos – não apenas nós os três, mas também para os nossos leitores. Fiquem atentos.

Enquanto isso podem deixar as vossas perguntas e comentários, tanto aqui, como no Facebook ou mesmo no Goodreads. (Aproveitem também para deixar Likes e adicionar (alguns d)os meus contos às vossas largas estantes.)

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